Foi inaugurado no sábado, 2 de julho, o mais novo Centro
Cultural Hallyu no bairro Bom Retiro. O evento contou com apresentações de danças
covers de K-pop, músicas tradicionais do grupo Samulnori e demonstrações da
escrita coreana. Além disso, teve participação especial da personagem mais
fofa ever: PUCCA.
A mostra fotográfica, que esta em cartaz no Centro,"Brazil and Korea: Mirror Images of a Journey”, ficou encarregada de trazer a melhor parte dos dois mundos. A exposição traz fotos de paisagens da Coreia do Sul e do Brasil, do
livro assinado pelo embaixador Edmundo Fujita. Os cliques ficaram por conta do brasileiro João Paulo Barbosa. Vale muito a pena conferir!
A ideia do espaço é promover troca de informação e o intercâmbio entre as duas culturas, através de exposições de
artes, palestras e eventos.
Para os que procuram mais sobre a cultura coreana, o Centro contará com uma
programação fixa de cursos de idioma, pintura, artesanato, gastronomia, costura
e cerâmica coreana. Aos amantes de música haverá aulas de instrumentos tradicionais
e modernos, canto, dança tradicionais e K-pop.
O Centro foi fundado pela escritora e jornalista, Yoo Na Kim, que está
realizando o sonho de levar jovens para estudarem na Coréia. Dessa maneira, ela
comercializa bonecas inspiradas na foto de seu primeiro aniversário. Todo
dinheiro arrecadado com a venda será destinado para um fundo de bolsas de
estudo que serão doadas para brasileiros.
O Centro Cultural Hallyu funcionará de segunda à sábado das
10:00 às 18:00 horas, na Rua Guarani, 149, Bom Retiro, São Paulo. Para mais
informações entre no site ou pela page no
facebook.
Faltam dois meses para o início das Olimpíadas do Rio, quando atletas
brasileiros terão a primeira oportunidade de poder jogar em casa. Com eles,
outros esportistas de mais de 150 países também competirão pelas medalhas. Um
deles, como é de se esperar, é a Coreia do Sul.
O país está presente nos Jogos desde a edição de 1948, em Londres,
apenas 3 anos depois da divisão da península coreana e do fim da segunda guerra
mundial. A Coreia já participou de 16 olimpíadas de verão desde então e acumula
243 medalhas no total, sendo 81 de ouro, 82 de prata e 80 de bronze. O número é
superior, inclusive, ao Brasil, que em 21 edições participantes, desde 1920,
conseguiu 108 medalhas (23 de ouro, 30 de prata e 55 de bronze). No
ranqueamento de todas as olimpíadas de verão, isso coloca o Brasil em 37º e a
Coreia do Sul em 16º entre os 137 países que já conquistaram alguma medalha nos
Jogos (além de quase 80 outros países que participam ou participaram da
competição sem ficar nos 3 primeiros lugares).
O único ano em que eles não conseguiram nenhuma medalha foi em Roma
1960. Além disso, em 1980 eles foram um dos países a boicotar os Jogos por
serem realizados na União Soviética. Muitos brasileiros fãs da cultura coreana
podem querer torcer pelo país durante os Jogos e, por isso, a K-IN traz aqui um
histórico da participação do país nos Jogos, com os principais esportes em que
eles já conquistaram medalhas.
Delegação coreana em Londres 2012
Levantamento
de Peso
Mesmo com poucas conquistas na modalidade, ela tem seu valor para a
história do país nos Jogos. Foi nessa modalidade que surgiu a primeira medalha
do país, logo na primeira olimpíada que participaram, com o bronze de Kim
Seong-Jip, que inclusive faleceu recentemente, em 20 de fevereiro deste ano,
aos 97 anos. Outras medalhas se repetiram nos anos de 1952, 1956, 1988, 1992,
2004 e 2008, com um total de 11 medalhas, sendo 3 ouros, 4 pratas e 4 bronzes.
Pequim 2008 foi o melhor ano para eles, com um ouro e uma prata em categorias
femininas, com Jang Mi-Ran e Yoon Jin-Hee, respectivamente, e outro ouro para
uma categoria masculina, com Sa Jae-Hyouk.
Boxe
A modalidade também foi responsável pela introdução da Coreia dos Jogos,
já que foi também em 1948 que Han Soo-Ann conseguiu o bronze para o país. Desde
então, o país conquista medalhas em quase todas as edições, com exceções nos
anos de 1972, 1976 e 2000. No total são 20, metade de bronze, e mais 7 de prata
e 3 de ouro.
Handebol
Foi Los Angeles 1984, o primeiro em que a Coreia do Sul enviou seus times
de handebol para competir, e desde então vem marcando sua presença nos Jogos.
No masculino, isso significou uma medalha de prata em 88, quando jogavam em
casa. Mas no feminino foi além. Desde 1984, em todos os anos a seleção sul
coreana chega em alguma disputa de medalha, seja lutando pelo ouro ou pelo
bronze, nunca ficando atrás o 4º lugar. Só para elas foram 2 ouros, 3 prata e 1
bronze. Não é o suficiente ainda para ficar em primeiro no esporte, já que a
Dinamarca possui 3 ouros, mas em número total de medalhas, elas são as
recordistas. Aliás, 2 das vitórias da Dinamarca foram em finais com a Coreia,
ambas disputas acirradíssimas, que acabaram em empate no tempo normal. No
primeiro confronto de ouro, em 96, o jogo foi decidido no tempo extra, enquanto
no segundo, em 2004, elas precisaram decidir no tiro de 7 metros (já que nem no
tempo extra foi possível determinar um vencedor), encerrado com um 4 a 2 nos
arremessos. No fim, mesmo que
numericamente o Handebol não pareça ter importância no quadro de medalhas sul
coreano, é inegável a potência que o país tem nessa modalidade.
Disputa pelo bronze entre Coreia do Sul e Hungria, em Pequim
2008
Tiro
Esportivo
Um dos maiores medalhistas olímpicos do país de todos os tempos é Jin
Jong-Oh, que tem 3 ouros e 2 pratas na modalidade. Competindo em duas
categorias, ele conseguiu a prata em Atenas 2004, uma prata e um ouro em Pequim
2008 e, por fim, os dois ouros em Londres 2012. Ele inclusive já teve sua
participação nesse ano confirmada e é o favorito para medalhar novamente.
Ele não é o único sul coreano a ter medalhas na modalidade. O primeiro a
conseguir foi Cha Young-Chul, com a prata em Seul 1988. Depois disso, mais
medalhas vieram, somando hoje 6 ouros, 7 pratas e 1 bronze.
Jin Jong-oh defendendo o título em Londres 2012
Luta
Olímpica
Pode parecer um pouco surpreendente, mas a Luta Olímpica é o terceiro
esporte que mais deu medalhas para a Coreia. A modalidade é um dos esportes
mais antigos, presente até nos Jogos Olímpicos da antiguidade. Ela une duas
categorias, a Luta Livre e a Luta Greco-romana. A Coreia entrou na disputa em
1964 e possui medalha nas duas formas do esporte, apesar de se sair melhor na
luta greco-romana, onde conquistou 7 medalhas, contra 4 na Luta Livre, sendo
inclusive uma em cada edição, já que o primeiro ouro da Greco-Romana veio em
1984 e desde então a única ocasião que saíram com apenas o bronze foi em Pequim
2008.
No entanto, em quantidade de medalha, a Luta Livre possui mais, sendo 20
medalhas no total (contra 15 da Greco-Romana). Em ambas as modalidades, no
entanto, os melhores resultados foram em Los Angeles 1984, com 2 ouros, 1 prata
e 4 bronze, e Seul 1988, com 2 ouros, 1 prata e 3 bronzes. Desde então, os
resultados tem se decaído na Luta Livre, já que desde 92 não há um ouro, e nas
últimas 2 olimpíadas não deu nenhuma medalhas para o país asiático. Um dos
atletas de destaque da Luta Livre é Park Jang-Soon, que ganhou duas pratas, em
88 e em 96, e um ouro em 92. Mais recentemente, Moon Eui-Jae conquistou duas
pratas, em 2000 e 2004. E na Luta Greco-Romana, Sim Kwon-Ho foi responsável por
dois ouros, em 1996 e em 2000.
Sim Kwon-Ho (de vermelho) na semi-final em 2000, contra o
norte-coreano Kong Yong-Gyun (de azul)
Judô
O esporte é olímpico desde 1964, na época com 4 categorias masculinas, e
hoje tem 7 masculinas e 7 femininas (que competem desde 1992). A modalidade
criada no Japão tem o país de origem como o mais vitorioso, com 70 medalhas.
Não muito atrás, no entanto, dois países disputam o segundo lugar e a chance de
se aproximar da seleção japonesa: a França, atualmente em segundo lugar com 44
medalhas, e a Coreia do Sul, em terceiro, com 40. Apesar do número total, como
os ranks são organizados pela quantidade de ouros, o que realmente separam as
seleções é apenas uma medalha, o que fará que cada vitória seja importante
nessa disputa. Inclusive, o Judô é o segundo maior responsável pelas medalhas
da Coreia. Quando tinham apenas categorias masculinas, o ano com melhor
resultado foi 84, com 2 ouros, 2 pratas e 1 bronze. Após a introdução das
categorias femininas, o ano de sucesso foi 96, om 2 ouros, 4 pratas e 2
bronzes. Já os atletas de destaque são Kim Jae-yup e Kim Jae-bum, com 1 ouro e
1 prata cada.
Taekwondo
Era de se esperar que o Taekwondo, esporte originado na Coreia do Sul,
fosse o que mais deu medalhas pro país. Mas esse não é o caso, já que o esporte
é apenas o quarto lugar na lista. Mas isso se explica pela novidade da
modalidade nas Olimpíadas, já que só começou a ser competida no ano 2000. Mesmo
assim, a soberania sul coreana é inegável. Em primeiro lugar no rank do esporte
com 14 medalhas, 10 delas são de ouro.
Um detalhe é que até então cada país poderia levar apenas 2 homens e 2
mulheres para competir, mas a partir desse ano os países podem levar um atleta
por categoria, em um total de 8 atletas, dobrando a chance de medalhas. O que
significa que o máximo de medalhas que um país podia ter até então era de 16,
tornando o resultado da Coreia do Sul ainda mais impressionante. Inclusive, em
2000, 2004 e 2008 todos os atletas do país medalharam, apenas em 2012 que a
proeza não foi repetida, e “só” dois dos quatro subiram no pódio.
O maior número de medalhas por atleta é de 2 ouros e 1 bronze,
conquistados em três participações olímpicas (das 4 possíveis). Esse recorde é
dividido por 3 atletas: um iraniano, um americano e uma sul coreana, a Hwang
Kyung-Seon. Ela é inclusive a atual vencedora da sua categoria, já que os ouros
vieram em 2008 e 2012, sendo a segunda coreana a defender o título e vencer (o
primeiro foi Jin Jong-Oh, do Tiro Esportivo).
Hwang Kyung-Seon (de vermelho) na final de 2012 contra Nur Tatar
da Turquia (de azul).
Tiro com Arco
Modalidade que mais deu medalha para os sul coreanos, e que o país reina
como soberana é o Tiro com Arco, esporte nacional da Coreia. A modalidade
começou com categorias individuais nos Jogos em 1900, mas nesse ano, assim como
nas 3 aparições seguintes, em 1904, 1908 e 1920, a participação era pequena,
com apenas os Estados Unidos e outras 2 seleções participando. Depois disso o Tiro
com Arco ficou de fora das Olimpíadas por décadas, até seu retorno em Munique
1972. Mesmo com o retorno, a Coreia não entrou na disputa no mesmo momento,
tendo começado a enviar atletas em Los Angeles 1984. A demora, porém, valeu a
pena, já que logo na estreia já veio o ouro, com a jovem de 17 anos Seo Hyang-Soon,
seguida pela Kim Jin-Ho, que ficou com o bronze.
Em 1988, competindo em Seul, foi introduzida à categoria por equipes,
para estabelecer o domínio sul coreano. Isso porque desde então a equipe
feminina está invicta, sem nunca perder nenhuma olimpíada. Já são 28 anos e 7
edições sem perder, com um total de 7 ouros apenas nesta categoria. No
individual feminino a situação é similar: desde 1984, a única vez que elas
saíram apenas com a prata, e não o ouro, foi em 2008, quando a chinesa Zhang
Juanjuan venceu em casa a favorita Park Sung-hyun, que defendia seu título de
2004 (e presente nas duas equipes vitoriosas de 2004 e 2008).
Por outro lado,
como cada país pode levar até 6 atletas, 3 homens e 3 mulheres (as equipes são
formadas por 3 integrantes, e os mesmos também podem competir no individual),
não é incomum um pódio formada por 3 coreanas carregando todas as medalha da
categoria, como aconteceu em Seul 1988 e Sydney 2000. E isso sem contar
ocasiões em que elas levaram 2 das 3 medalhas. Entre os homens, não há tanta
invencibilidade, mas a quantidade de vitórias também é elevada: No individual
são 1 ouro, 3 pratas e 1 bronze, e por equipes eles subiram ao pódio em 6 dos 7
Jogos até então, 4 vezes indo ao lugar mais alto.
Desempenho de Park Sung-hyun na final em 2004, contra a
companheira de equipe Lee Sung-Jin
No total já são 34 medalhas, sendo 19 de ouro, 9 de prata e 6 de bronze.
Detalhe que o país em segundo lugar no quadro é os Estados Unidos, mas com 20
medalhas a menos, apesar de ter participado de 3 olimpíadas a mais. Isso em um
quadro que conta a partir de 1972, já que antes disso poucos competiam e haviam
modalidades diferentes em cada ano, apesar que mesmo contando desde 1900, a
Coreia ainda vence por ter 5 ouros a mais. Uma curiosidade: em relação aos
recordes olímpicos, como é de se esperar, as sul coreanas tem todos os
possíveis, estabelecidos entre 2000 e 2008. No masculino é similar, com 5
recordes coreanos, 1 australiano e 1 americano. E o maior número de medalhas é
de Kim Soo-Nyung, considerada a atleta do século do Tiro com Arco, com uma
medalha de cada cor no individual e 3 ouros por equipe, conseguidos entre 1988
e 2000, sendo o ouro individual conquistado em Seul quando tinha 17 anos.
Atleta do século Kim Soo-Nyung
Ao todo são 19 esportes em que a Coreia do Sul já ficou entre os 3
primeiros. Outros esportes de destaque são o Badminton e o Tênis de Mesa, já que
o país está em segundo em ambos esportes, com 18 medalhas em cada, atrás da
China, que domina essas modalidades.
Na realidade, apesar e um bom começo, a Coreia do Sul tinha vitórias
tímidas e esporádicas nos primeiros anos. A participação só começou a melhorar
ao competir em casa, em 1988, com o maior número de medalhas (33) e a melhor
colocação (4°) que conseguiram até hoje. Depois disso vieram mais vitórias
constantes e o número aumentou novamente recentemente, em 2008 e 2012, quando
chegaram em 13 ouros em ambos Jogos, o que em Londres levou a ficarem em 5°
lugar. Seguindo essa lógica, é de se esperar, primeiro, que o Brasil aumente
seu número de medalhas, especialmente porque tem vaga garantida em todos os
esportes e, segundo, que a Coreia do Sul mantenha seu desempenho recente e não
deixe de conquistar suas devidas medalhas.
Mais de 60 anos após a Guerra
Civil, a Coréia do Sul ainda lembra de seus mortos e carregam o luto no
Memorial Day.
Dia 6 de junho é o dia oficial para os sul-coreanos lembrarem as vítimas
da guerra civil coreana que terminou em 1953. O conflito deixou mais de dois
milhões de mortos e até hoje as cicatrizes na península coreana são visíveis.
Crianças deixam a bandeira nacional (Tae-geuki) no
túmulo de soldados.
A Guerra
Com o recuo das tropas japonesas, os soviéticos puderam avançar na
península coreana e guerrilheiros comunistas ganharam força com o apoio da
União Soviética. Com a eminente dominação completa da península pelos
comunistas, os estadunidenses decidiram firmar um acordo com os soviéticos que
dividia a Coréia no paralelo 38.
Embora o país fosse formalmente dividido, a circulação de pessoas e
mercadorias ainda era permitida entre os dois lados da fronteira. No entanto, o
então líder do regime do Norte, Kim Il-sung tentava conseguir apoio da União
Soviética para poder invadir o sul do país e reunificar a região. Várias
tentativas de negociações com a União Soviética falharam, mas no final,
Kim Il-sung conseguiu apoio que necessitava e iniciou do dia para a noite a invasão ao
sul.
O início do conflito foi uma surpresa para o governo sul-coreano, que
não esperava uma invasão eminente, e isso levou a uma rápida expansão
norte-coreana, deixando somente o reduto de Busan livre para que as tropas
aliadas aos sul-coreanos pudessem agir.
Com a entrada dos EUA na guerra, rapidamente a situação se inverteu e
quase que Coreia do Norte deixou de existir, se não fosse por um motivo: a China.
Com a proximidade de tropas americanas na fronteira chinesa, Mao Zedong
decidiu apoiar Kim Il-sung com a intenção de evitar a expansão do capitalismo
próximo de sua fronteira. A União Soviética nunca lutou diretamente na guerra,
pois isso significaria uma declaração de guerra entre duas potências nucleares.
O conflito terminou e as fronteiras voltaram onde haviam começado, no
paralelo 38. Levando em consideração o relevo e os aspectos naturais, a Zona
Desmilitarizada foi estabelecida e até hoje divide os dois países. Com minas
terrestres, cercas de arame farpado e guaritas próximas, a ZDC estabeleceu uma
fronteira intransponível entre os dois países, separando famílias e amigos.
Nunca um tratado de paz entre as Coreias foi firmado, e somente um
armistício (cessar fogo) selou o fim do conflito, o que deixa os países tecnicamente em
guerra.
Memorial Day
Presidente Park Sung-Gye acende um incenso no Cemitério Nacional
O dia é celebrado no país em lembrança as vítimas do conflito, e também
a lembrança de uma Coreia dividida. Por todo o país, pessoas comuns lembram
entes queridos que morreram ou mesmo desconhecidos que lutaram pela liberdade
do país. Oficiais também deixam flores nas lápides das vítimas de guerra no
cemitério nacional em Seul. A bandeira nacional também é um símbolo desse dia,
com as pessoas a estendendo nas portas, sacadas em honra aos soldados que
morreram lutando.
O dia 6 é apenas uma data simbólica, pois o conflito terminou apenas no
final de julho, e a data foi decretada como feriado nacional em 19 de abril de
1956.
A guerra deixou muitos mortos e, além disso, a esperança entre aqueles
que viveram o conflito de algum dia ver seu país reunificado e suas
famílias reunidas.
Na Coreia do Sul, a religião é dominada pela presença da fé budista, visto que metade das pessoas que tem alguma crença seguem os ensinamentos de Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda.No dia do seu aniversário, considerado feriado nacional, a população vai às ruas para comemorar através de diversas atividades e muita comida. A comemoração tem data móvel: acontece no 8º dia do quarto mês do calendário lunar, quando acontece a lua cheia (neste ano de 2016, foi comemorado dia 14 de maio).
No dia, todos os templos do país abrem as portas para servir almoço gratuito e chá para as centenas visitantes. Compartilhar comida é uma característica da história coreana e simboliza o senso de comunidade da cultura. A refeição é geralmente composta por kimchi, arroz, sopa e batata assada. Apesar da simplicidade, é servida com muito carinho à todos, independentemente da religião.
Dentre as diversas atividades culturais que incluem jogos, dança e música tradicional, às 18h do dia inicia-se o Festival das Lanternas de Lótus. É realizado há mais de mil anos, desde o período das dinastias Goryeo e Joseon, e consiste em milhares de budistas carregando lanternas de papel pelas ruas de Seul, dos portões de Dongdaemun ao templo Jogyesa. As lanternas representam a luz da sabedoria.
O aniversário de Buda já passou, mas nunca é tarde para falar sobre k-idols. Apesar de muitas celebridades sul-coreanas serem cristãs, algumas já se revelaram budistas. A influência dessas personalidades é tão grande na vida das fãs que, de tão devotas, algumas até se converteram ao budismo.
Confira a lista abaixo:
Chansung, Jun-K, Nichkhun e Wooyoung do grupo 2PM
Jinyoung do B1A4
Himchan e Zelo do B.A.P
Mir do MBLAQ
Suho do EXO
Changjo do Teen Top
Changmin do TVXQ
AJ e Kiseop do U-KISS
Leo do VIXX
Sabia que tantos ídolos eram budistas? Conte pra nós.
36 anos após o
levante que pavimentou a democracia na Coreia, o país segue como uma das
democracias mais consolidadas do mundo, mas as marcas dos protestos ainda continuam.
A
Democracia no Brasil percorreu um longo caminho para chegar onde está atualmente e na Coreia do Sul não foi diferente.
Com o fim da guerra civil nos anos 1950, o país passou por um regime
ditatorial, que ao mesmo tempo rígido, foi o que trouxe as políticas de
desenvolvimento que levaram o país para onde está hoje. Com o custo do
sacrifício da população, que tinham poucos direitos trabalhistas, o país se
desenvolveu no regime de Park Chung-Hee.
O
ditador manteve o país com pulso firme, e é lembrado até hoje por sua disciplina
em público. Mesmo após sua esposa ser assassinada na sua frente, Park continuou
a discursar enquanto os seguranças prendiam o assassino. Park Chung-Hee é o pai
da atual presidente sul-coreana Park Geun-Hye, que usou como exemplo o governo
do pai, prometendo crescimento ao país.
Os
anos 1980 foi marcado por um processo de democratização pelo mundo inteiro, com
ditaduras chegando ao fim na América Latina e na Ásia. A Coréia do Sul seguiu a
onda do processo democrático, e em Maio, na cidade de Gwangju, foi iniciado uma
série de levantes que duraram pouco mais de uma semana, e ajudaram a pavimentar
a democracia no país.
População protestando em Gwangju
Em
torno de 250 mil pessoas participaram do levante, que foi brutalmente reprimido
pelo governo em gestão. O movimento é considerado o pivô da luta democrática no
país. O descontentamento da população podem ser traçados desde o governo de
Syngman Rhee, que sempre governou o país com mão firme, e desse momento em
diante, o país viu golpes sucessivos no controle do governo.
Polícia indo em direção a manifestantes
Protestante sendo arrastado por policial durante protesto
O
último, e que desencadeou uma instabilidade política no país, foi o assassinato
de Park Chung-Hee. O governo que assumiu, se mostrou mais despótico e
autoritário que o anterior, e os desejos de democracia entre a população se
afloraram, principalmente entre a população mais jovem. Os protestos surgiram a
partir da aplicação de lei marcial no país, pois com a morte de Park Chung-Hee,
ativistas pro democracia tinham a esperança da instauração de um governo
popular. Chun Doo-hwan, então presidente, aplicou a lei marcial, o que
significava que aglomerações populares em lugares públicos e movimentações sem
aprovação prévia do governo estavam completamente proibidas.
O
Brasil viveu algo similar com os Atos Institucionais (conhecidos como AI) que
cortavam direitos da população e aumentava o peso do governo sobre o povo. Na
Coréia, Chun Doo-hwan prendeu seus adversários políticos, espalhando pelo país o
temor e a repressão. A ditadura era apoiada pelos EUA (caso parecido com o
Brasil), que tinha com preferência, governos autoritários e anti-comunistas, do
que ditaduras, que estavam abertas a mudanças e livre associação com países
inimigos no período de guerra fria.
A
complacência dos EUA foi revelada com a liberação de documentos em que o governo
americano aprovava o governo sul-coreano de usar forças militares para
dissolver a rebelião popular, o que facilitou o massacre em Gwangju. Os
americanos sabiam do sentimento anti-americano entre os movimentos
pró-democracia e preferiam manter um bom relacionamento com o governo
sul-coreano, então não se pronunciaram sobre o que estava acontecendo dentro do
país.
Manifestantes são atacados por bombas de efeito moral
Exército atacando manifestantes com bombas de efeito moral
Os
protestos começaram de 18 de maio e seguram até o dia 27, mas a democracia não
veio logo em seguida com a abertura do governo.
No
Brasil, a ditadura acabou em 1985, mas na Coréia, a luta continuou por mais 5
anos até que no início do anos 1990, Chun Doo-hwan saiu do cargo e abriu espaço
para eleições.
O
número de mortos não é exato, mas estima-e que mais de duas mil pessoas tenham
morrido nos confrontos, por fontes não oficiais, enquanto fontes oficiais
estimam que apenas 170 morreram.
Caixões de vítimas dos ataques promovidos pelo exército e polícia
Mães de luto pela morte dos filhos
O
motivo dos protestos terem começado especificamente em Gwangju, na região de
Jeolla (atualmente dividia em Jeolla do Norte e Jeolla do Sul), também se deve
ao regionalismo. A população da região se sentia abandonada pelo governo central,
e que tinha se favorecido muito pouco da industrialização no país. Até nos dias
de hoje, Jeolla ainda não é uma das regiões mais ricas do país. A população
tinha um sentimento de que desde o presidente Park Chung-Hee, a região de
Gyeongsang foi a que mais se beneficiou com o rápido crescimento do país.
Em
Gwangju, o dia 18 de maio ainda é lembrado em reconhecimento as vítimas dos
protestos.
Em
2013, o grupo de k-pop SPEED, lançou a versão drama da música “That’s my Fault
+ It’s Over” que faz alusão aos acontecimentos e relembra as vítimas dos
protestos.
Veja
também o documentário “The Fight for Democracy” feito pela Pacific Century.
No segundo domingo de maio, comemora-se em muitos
países o dia das mães. A Coreia é um dos países que também não fica de fora em
meio às celebrações da data comemorativa.
Maio, na Coreia, é um mês muito especial,
no qual comemoram-se datas muito importantes como o dia do trabalho (dia 1º), o
dia das crianças (dia 5) e, claro, o dia dos pais. Ao contrário do costume de
vários países, inclusive o nosso, de comemorar o dia das mães e o dia dos pais
separadamente, os coreanos celebram o dia de ambos numa data só. A tradição vem
desde 1956, época em que o dia era marcado apenas como dia das mães, mas a
partir de 1973 a data foi determinada pelo governo coreano como sendo dia tanto
dos pais quanto das mães.
Por ser um mês “dedicado à família”, o país
se envolve numa série de atividades para homenagear e mostrar agradecimento a
todos os pais da nação. Um destes é a confecção de cravos decorados e
artesanais nas escolas, feita pelas crianças estudantes mais novas. Estes
cravos geralmente são colocados no peito dos pais pelos filhos, como um
presente, juntamente com uma carta de agradecimento escrita previamente. As
cores dos cravos também tem um significado próprio: cravos vermelhos indicam
que ambos os pais ainda estão vivos, cravos cor de rosa indicam que apenas um
dos pais está vivo, enquanto cravos brancos significam que ambos os pais se
foram. Já entre os estudantes um pouco mais velhos, é comum convidar os pais
para uma cerimônia de dia dos pais, nas quais muitos estudantes se reúnem para
cantar uma canção tema para eles. No caso dos adultos, que costumam
passar um tempo mais longo longe dos pais, há uma reunião, geralmente com uma
refeição, para comemorar o reencontro.
Cravo vermelho de dia dos pais
Mamães e Papais famosos!
Muitas pessoas do mundo do entretenimento
também são pais e muitos tem o maior orgulho de seus filhos, enquanto
outros já estão no aguardo para serem pais e mães de primeira viagem em breve.
Conheça alguns dos famosos que não só homenageiam os próprios pais, mas que
também recebem ou receberão homenagens.
1. Sunye (ex-Wonder Girls)
Após deixar o Wonder Girls, Sunye decidiu
manter o foco em sua atuação como missionária no Haiti e na formação da futura
família com seu marido, o também missionário James Park. O resultado da união
deu origem à dois filhos: o jovem Park Eun Yoo, nascido em Outubro de 2013, e a
recém nascida Ha Jin Elisha, que veio em Abril deste ano.
Filhos de Sunye, em postagem pessoal da mãe no Facebook
2. Yoon Mi-Rae e Tiger JK
O casal de rappers mais conhecido da Coreia
também tem muito o que celebrar. Eles se casaram em 2007 e, logo em 2008,
celebraram o nascimento de seu primeiro filho, o garoto Jordan Seo. Jordan que também já é muito famoso, como falamos aqui. Uma família de estrelas!
Yoon Mi-Rae, Tiger JK e seu filho Jordan
3. Eli (U-KISS)
No último ano, após revelar as notícias de
que estava casado há mais de um ano e ter pego todos de surpresa, Eli também
revelou, na mesma ocasião, que sua esposa estava grávida de 3 meses. O
nascimento do bebê do casal é aguardado ainda para a primeira metade deste ano.
Postagem de Eli no Instagram revelando seu casamento e a gravidez da
esposa
4. Eugene (ex-S.E.S)
Conhecida nacionalmente por sua
incomparável beleza e por ter feito parte do lendário grupo feminino S.E.S, Kim
Eugene, casada com o ator Kim Tae Young, também teve um filho no último ano. A
linda Ro Hee nasceu em abril de 2015. O casal também revelou que
pretende ter outro filho ainda este ano.
Eugene, Kim Tae Young e sua filha Ro Hee
Independente do dia marcado no calendário,
esta é uma data que deve ser sempre lembrada e comemorada, não só na Coreia e
aqui, mas em todo mundo. A KoreaIN dá os parabéns e deseja a todos um ótimo dia
as mães!
Por Jô Mesquita
Fontes: Visit Korea,
Korea.Net, The Korean Way, Soompi, Drama Fever, SBS
Esqueça ternos, roupas formais
ou uniformes escolares. No dia 5 de maio, as ruas sul-coreanas são ocupadas por
adultos e crianças em clima de muita alegria e descontração. Considerado
feriado nacional, a data celebra o Dia das Crianças (Eorini nal). Ao contrário
de muitos países e outras comemorações populares, o foco, nesse caso, não é
comercial. São promovidas diversas atividades culturais e educativas, afinal, o
objetivo é enaltecer as crianças e a importância delas para a nação.
Porém, toda essa homenagem não
faria sentido sem a participação dos pais, pois a data também busca reforçar a
necessidade dos pequenos em receber muita atenção, carinho e amor. Portanto, o
feriado também promove um momento de união entre as famílias. É muito comum aos
pais levarem seus filhos aos programas culturais espalhados por diversos locais
das cidades, como passeios a zoológicos, parques e até mesmo oficinas de
culinária gratuitas para as crianças se aventurarem na cozinha com pratos
simples.
O Dia das Crianças foi
instituído em 1923 pelo contador de histórias infantis Bag Jung-hwan. O
escritor, que lutava pelos direitos das crianças, é autor da frase "Sejam
crianças corajosas e honestas, amem e ajudem uns aos outros", que motiva
todas as atividades promovidas nessa data. Diversão à parte, o dia também é
celebrado com eventos educativos que ensinam sobre a história do país,
inserindo nas crianças o sentimento de patriotismo e liberdade. Toda a nação se
dedica a demonstrar todo seu amor e carinho pelos pequenos, ao mesmo tempo em
que ensina sobre personalidades históricas importantes para o país (como heróis
de guerra, filósofos e políticos).
Diante de tamanha
responsabilidade, o que os futuros líderes sul-coreanos pensam em relação ao
seu próprio futuro? O que eles querem ser quando crescer? Em novembro de 2014,
a Reuters publicou uma matéria sobre a jornada das crianças em busca da fama. O
texto cita uma pesquisa que aponta que 21% das crianças sul-coreanas sonham em
se tornar ídolos K-pop, sendo a carreira mais escolhida. Assim, o sonho
compartilhado por toda uma geração significa uma disputa acirrada, cuja vitória
depende de muito esforço, talento e sorte também. Cientes de todos os desafios
que estão por vir, os próprios pais começam a preparar seus filhos (com pesados
investimentos, inclusive) para ingressá-los na indústria do entretenimento.
Enquanto alguns buscam uma brecha para descansar em meio à agitada agenda de
atividades (entre cursos de canto, dança, piano, guitarra e teatro), outros já
desfrutam dos holofotes desde cedo. Confira algumas pequenas celebridades que
já estão roubando a cena com toda sua inocência e fofura, mas que também
carregam muita determinação, espontaneidade e frases tão perspicazes que
conquistam qualquer audiência:
1. Jordan
Com o talento dos pais, os
astros de hip-hop Tiger JK e Yoon Mi-Rae, não é de se surpreender que aos 8
anos de idade Jordan já compunha músicas para o novo álbum do MFBTY, Wondaland.
Desde o seu nascimento, o menino já era conhecido devido à fama de seus
pais e agora vem ganhando atenção pelo talento precoce que já se manifesta.
"Ele achava que o equipamento de som era um videogame, e acabou criando
uma música enquanto brincava. As pessoas pareciam ter gostado, então decidimos
incluir no álbum. Ele também nos ajudou muito e nos deu muitos conselhos depois
de ouvir o álbum. Eu sou muito grato", afirmou Tiger JK durante um
episódio de Yoo Hee Yeol’s Sketchbook.
2. Choo Sarang
Com sua personalidade doce e
delicada, Choo Sarang já se tornou a queridinha de celebridades como Girls
Generation e Rain. Durante o programa The Return of Superman, Sarang
também tinha sua atenção disputada por seus dois colegas.
3. Hwang Min Woo
Após sua participação em Gangnam
Style, o "mini Psy" tornou-se conhecido mundialmente,
considerando que o vídeo já possui mais de 2 bilhões de visualizações. Além das
fotos ao lado de famosos, Min Woo já participou de programas como Star King e
suas habilidades de dança indicam um futuro promissor na indústria musical.
4.Lee Haru
Mais um exemplo de crianças que
já nasceram no mundo da fama, Haru passou a receber atenção de fãs e artistas
próximos a seu pai, Tablo, do Epik High, desde o momento em que seu nascimento
havia sido anunciado. Apesar da pouca idade, a menina já causa grande inveja
por ter conquistado o amor de celebridades, como G-Dragon e TaeYang.
5. Jeong Ryo
Conhecido como "mini
Taehyun", Ryo tornou-se conhecido pela semelhança com o integrante do
WINNER. O menino gravou até um vídeo cantando parabéns para Nam Taehyun no
aniversário do cantor, em 2015.
6. Ha Yeong Woong
Apesar do vídeo ser antigo,
ainda hoje todos se lembram do garoto de 3 anos de idade que se tornou sensação
da internet com o seu cover da música Hey Jude, dos Beatles. O vídeo no
YouTube viralizou tanto que ele foi convidado a cantar no palco do programa Star
King e ganhou o coração de todos com sua personalidade tão alegre e
espontânea.
6. Daehan, Minguk e Manse
Esse trio que vale por um, os trigêmeos mais famosos da Coreia do Sul não podiam ficar de fora! Essas três fofuras são filhos do ator Song Il-gook e tem uma longa participação no programa The Return of Superman. Os irmãos eram conhecidos como "Fraternal triplet" e até mesmo seus nomes, Daehan, Minguk e Manse; são cheios de significado histórico, como explicamos aqui.