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18 de maio de 2016

18 de Maio: O Massacre de Gwangju e o Movimento Democrático Coreano

36 anos após o levante que pavimentou a democracia na Coreia, o país segue como uma das democracias mais consolidadas do mundo, mas as marcas dos protestos ainda continuam.

A Democracia no Brasil percorreu um longo caminho para chegar onde está atualmente e na Coreia do Sul não foi diferente. Com o fim da guerra civil nos anos 1950, o país passou por um regime ditatorial, que ao mesmo tempo rígido, foi o que trouxe as políticas de desenvolvimento que levaram o país para onde está hoje. Com o custo do sacrifício da população, que tinham poucos direitos trabalhistas, o país se desenvolveu no regime de Park Chung-Hee.

O ditador manteve o país com pulso firme, e é lembrado até hoje por sua disciplina em público. Mesmo após sua esposa ser assassinada na sua frente, Park continuou a discursar enquanto os seguranças prendiam o assassino. Park Chung-Hee é o pai da atual presidente sul-coreana Park Geun-Hye, que usou como exemplo o governo do pai, prometendo crescimento ao país.

Os anos 1980 foi marcado por um processo de democratização pelo mundo inteiro, com ditaduras chegando ao fim na América Latina e na Ásia. A Coréia do Sul seguiu a onda do processo democrático, e em Maio, na cidade de Gwangju, foi iniciado uma série de levantes que duraram pouco mais de uma semana, e ajudaram a pavimentar a democracia no país.

População protestando em Gwangju 

Em torno de 250 mil pessoas participaram do levante, que foi brutalmente reprimido pelo governo em gestão. O movimento é considerado o pivô da luta democrática no país. O descontentamento da população podem ser traçados desde o governo de Syngman Rhee, que sempre governou o país com mão firme, e desse momento em diante, o país viu golpes sucessivos no controle do governo.

Polícia indo em direção a manifestantes 

Protestante sendo arrastado por policial durante protesto 

O último, e que desencadeou uma instabilidade política no país, foi o assassinato de Park Chung-Hee. O governo que assumiu, se mostrou mais despótico e autoritário que o anterior, e os desejos de democracia entre a população se afloraram, principalmente entre a população mais jovem. Os protestos surgiram a partir da aplicação de lei marcial no país, pois com a morte de Park Chung-Hee, ativistas pro democracia tinham a esperança da instauração de um governo popular. Chun Doo-hwan, então presidente, aplicou a lei marcial, o que significava que aglomerações populares em lugares públicos e movimentações sem aprovação prévia do governo estavam completamente proibidas.

O Brasil viveu algo similar com os Atos Institucionais (conhecidos como AI) que cortavam direitos da população e aumentava o peso do governo sobre o povo. Na Coréia, Chun Doo-hwan prendeu seus adversários políticos, espalhando pelo país o temor e a repressão. A ditadura era apoiada pelos EUA (caso parecido com o Brasil), que tinha com preferência, governos autoritários e anti-comunistas, do que ditaduras, que estavam abertas a mudanças e livre associação com países inimigos no período de guerra fria.

A complacência dos EUA foi revelada com a liberação de documentos em que o governo americano aprovava o governo sul-coreano de usar forças militares para dissolver a rebelião popular, o que facilitou o massacre em Gwangju.

Os americanos sabiam do sentimento anti-americano entre os movimentos pró-democracia e preferiam manter um bom relacionamento com o governo sul-coreano, então não se pronunciaram sobre o que estava acontecendo dentro do país.


Manifestantes são atacados por bombas de efeito moral

Exército atacando manifestantes com bombas de efeito moral

Os protestos começaram de 18 de maio e seguram até o dia 27, mas a democracia não veio logo em seguida com a abertura do governo. 

No Brasil, a ditadura acabou em 1985, mas na Coréia, a luta continuou por mais 5 anos até que no início do anos 1990, Chun Doo-hwan saiu do cargo e abriu espaço para eleições.

O número de mortos não é exato, mas estima-e que mais de duas mil pessoas tenham morrido nos confrontos, por fontes não oficiais, enquanto fontes oficiais estimam que apenas 170 morreram.


Caixões de vítimas dos ataques promovidos pelo exército e polícia

 Mães de luto pela morte dos filhos 

O motivo dos protestos terem começado especificamente em Gwangju, na região de Jeolla (atualmente dividia em Jeolla do Norte e Jeolla do Sul), também se deve ao regionalismo. A população da região se sentia abandonada pelo governo central, e que tinha se favorecido muito pouco da industrialização no país. Até nos dias de hoje, Jeolla ainda não é uma das regiões mais ricas do país. A população tinha um sentimento de que desde o presidente Park Chung-Hee, a região de Gyeongsang foi a que mais se beneficiou com o rápido crescimento do país.

Em Gwangju, o dia 18 de maio ainda é lembrado em reconhecimento as vítimas dos protestos.

Em 2013, o grupo de k-pop SPEED, lançou a versão drama da música “That’s my Fault + It’s Over” que faz alusão aos acontecimentos e relembra as vítimas dos protestos.



Veja também o documentário “The Fight for Democracy” feito pela Pacific Century.


Por Caio Garcia
Não retirar sem devidos créditos

18 de abril de 2016

Conheça KIM CHI o novo sucesso das drag queens Made in Korea




Ultimamente o RuPaul's Drag Race vem chamando a atenção da K-IN, não somente por suas lacradoras personagens, mas sim pelo fato de uma delas estar representando (e MUITO BEM) a Coréia do Sul no mundo das drag queens. UHUUL!
Por isso, a K-IN resolveu mostrar um pouco mais dessa pessoa maravilhosa que é a KIM CHI.


Nascida nos Estados Unidos e criada na Coréia do Sul, retornou ao seu país de origem há 8 anos e se estabeleceu em Chicago. Em 2012 começou a se montar e tornou-se residente da mesma festa que recebia Trixie Mattel e Pearl (antigas participantes do RuPaul’s Drag Race), chamada Nerverland. 

No mesmo ano acabou se tornando uma das hostess principais nas noites de Chicago. Kim foi convidada a se apresentar em inúmeros locais como Nova Iorque, Boston, Texas, Providence, Iowa, Cidade de Salt Lake, Milwaukee, Madison e Havaí. Aos 27 anos, foi uma das primeiras artistas a serem escolhidas para fazer parte do elenco da 8ª temporada do reality RuPaul’s Drag Race.




Para bons conhecedores, o nome artístico Kim Chi é inspirado do prato coreano kimchi, que consiste na acelga apimentada, o que acabou combinando com a personalidade da mesma. Grande parte dos looks da drag tem influência de animes, ela se vê como um híbrido cultural, com um conhecimento de estilo e moda conceitual. O resultado de tudo isso são as maquiagens e visuais incríveis que conquistam o público cada vez mais.

Confira uma lista com 10 curiosidades sobre Kim Chi:


1 - A diva assiste o reality desde a 1ª temporada, em 2009.


2 - Ela levou cerca de 40 a 50 looks para a competição.


3 - Kim já participou de um quadro chamado “Cooking with Drags”, onde cozinhava o famoso prato coreano Bi Bim Bap.



4 - Kim Chi faz aniversário no dia 8 de Agosto e é do signo de leão, o que já explica muita coisa!




5 - No episódio “Meet the Queens”, Kim disse que sua melhor amiga é Trixie Mattel. 




6 - Uma das drag queens que ela mais admira é a Porcelain.



7 - Ela se vestiu como drag queen pela primeira vez para ir à uma festa com Pearl, e o resto é história.




8 - Em uma entrevista para o “The Drag Enthusiast”, Kim Chi disse que: “ser drag significa conseguir me tornar quem eu quiser e criar um visual de conto de fadas, no que imediatamente já recebo uma resposta das pessoas”.



9 - Kim Chi já declarou que demora cerca de três horas para se arrumar, mas se precisar se apressar fica pronta em 20 MINUTOS. - ALOKA!



10- Um sonho para Kim é um dia se apresentar na Coréia, pois ela espera que o mercado de drag queens mude e que elas sejam mais aceitas.



A gente avisou que ela é uma pessoa maravilhosa! E você o que achou? Está na torcida por ela? Conte aqui nos comentários.

Kim Chi a K-IN está torcendo por você! ♥


Acompanhe a Kim Chi nas redes sociais!




Por: Giovanna Akioka
Não retirar sem os devidos créditos.



9 de março de 2016

Modelo trans debuta em novo grupo de Kpop


No último domingo (06) debutou um novo trio de kpop chamado Mercury com o single “Don’t Stop”, uma canção electro-dance produzida por OTHANKQ. Formado por Choi Han Bit, Hyena e Saehe, o conceito do grupo é de ídolos com corpo de modelos e vêm chamando bastante atenção da mídia.


Choi Han Bit

Han Bit (28), que participou no 3° ciclo do “Korea's Next Top Model” em 2012, teve experiência no ramo quando lançou o álbum solo chamado “Not My Style” em 2015 e teve contato com a arte, no Colégio Tradicional de Dança, quando pequena. Em 2006, com o apoio de seus pais, a cantora conseguiu fazer a cirurgia de redesignação de gênero e mudou seu nome de Han-jin para Han-bit, que significa “raio de sol”. Em uma entrevista ao Korea Times em 2009, ela disse que “auto-confiança” era o mecanismo usado contra intolerância:


“Eu gostaria de aconselhar para que (as trans) não se escondam e se libertem. Com medo da atenção do público, é praticamente impossível mudar a atitude das pessoas em relação a nós.”



A artista não é a primeira trans no showbusiness coreano. Lee Kyung-Eun, mais conhecida como Harisu, é uma cantora pop, modelo e atriz. Fez a cirurgia no início dos anos 90 e em 2002 se tornou a segunda pessoa na Coréia do Sul a ter adotado legalmente sua identidade de gênero. No ano de 2001, Harisu chegou à fama após ser garota-propaganda para a marca de cosméticos DoDo. Ela lançou cinco álbuns e fez parte de grandes filmes e dramas.

Além de Harisu, em 2005 foi lançado o grupo sul-coreano Lady (레이디), formado apenas por integrantes trans. As garotas chamaram muita atenção da imprensa, criando um frenesi na mídia, entretanto, só fizeram shows algumas vezes, enquanto suas músicas e vídeos não foram bem recebidos pelo país conservador. Com a tentativa de terem mais publicidade, lançaram books de fotos com nu artístico dos membros do grupo, o que também falhou. Dois anos depois a banda chegou ao fim.
     
Agora, em 2016, acredita-se que o Mercury consiga ganhar popularidade e se sobressair às visões mais críticas do país. Podemos torcer para que as meninas não sejam bombardeadas com comentários maldosos e transfóbicos.

Veja abaixo o vídeo e nos diga o que você achou!


Conferindo os comentários do youtube, pudemos notar que o grupo já conquistou muitos fãs do Brasil!



Os fãs brasileiros são sempre maravilhosos ♥


Por Giovanna Akioka
Não retirar sem os devidos créditos. 

8 de março de 2016

As Mulheres na Sociedade Coreana: Um panorama socioeconômico

Dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, e antes de flores e doces, é um dia de reflexão sobre o papel da mulher no mundo atual.

A Coreia do Sul celebrou a data pela primeira vez em 1920, mas vários foram os impedimentos para celebrar o Dia da Mulher, só voltando a acontecer em 1985. O país tem o que festejar, sendo a primeira nação a reverter à preferência de filhos sobre as filhas, mas também tem muito a avançar na política de igualdade de gênero.

O genocídio devido ao gênero (gendercide em inglês) do bebê é algo comum em países como a Índia e a China, e foi recorrente na Coreia há duas décadas. Com a introdução da ultrassonografia pré-natal disponível em clínicas de aborto, as preferências culturais e econômicas por filhos homens eram evidentes. Mas esses percentuais foram revertidos e os níveis estão atualmente próximos da média mundial (105 meninos para 100 meninas). Essa mudança também se deve ao governo sul-coreano que fez a campanha “Ame sua Filha”.

Outros pontos foram positivos para as mulheres coreanas, as taxas de matrículas por mulheres em universidade aumentou e eles elegeram a primeira presidente do país.

Park Geun-hye em seu discurso de posse, 2013.
Primeira presidente do sexo feminino na Coreia do Sul.

Apesar disso, a sociedade coreana é fortemente patriarcal, com os salários das mulheres, se comparados ao dos homens, entre os mais baixos da Ásia. E por conta de tais disparidades surgiram grupos como o Korean Women’s Association United (KWAU), que tem contribuído para a promulgação da Lei de Prevenção e Proteção do Tráfico Sexual, outros direitos das mulheres e políticas de gênero.

O grupo KWAU aponta que a administração da atual presidente Park Geun-Hye e seu programa "Happy Pension" não é o bastante para cobrir a aposentadoria, nem eliminar o problema do trabalho irregular ou de baixa renda que a maioria das mulheres estão submetidas. E ainda frisam: “As mulheres ainda não estão livres de perigos do assédio sexual, violência sexual, prostituição e violência doméstica”.

Pobreza
Taxa de participação das mulheres na economia da Coreia do Sul é de 49,7%, significativamente menor do que a média de 64% da OECD dos estados membros.

Coreia do Sul tem a maior diferença salarial entre os países da OCDE. 2,6 vezes maior que a média de 15% da OECD, com 38,9%.

Quer mais alguns dados? Entre os trabalhadores que recebem menos que o salário mínimo, 61,5% são mulheres. 61,8% das mulheres trabalhadoras são irregulares, superando os homens em 1,5 vezes. As mulheres não conseguem encontrar bons trabalhos, sendo colocadas em más condições de trabalho e/ou ambiente. Além disso, muitas não recebem benefícios sociais para protegê-las.

Violência
Estima-se que ocorrem na Coreia do Sul 200.000 casos de violência sexual, sendo apenas 10% relatado. A taxa de acusação não ultrapassou 41% e destes apenas 1,2% dos julgados foram condenados. Assustador não é? Nada muito diferente da violência física, dos 53,8% dos casos de maus-tratos, apenas 8,3% foram reportados as autoridades. Na Coreia ainda se vê a violência sexual como algo pessoal e as políticas de prevenção e proteção às vítimas não são bem aplicadas.

Negligência e Discriminação
Mães solteiras, idosas e mães de produção independente estão se tornando cada vez mais chefes da família, porém continuam a ter pequena taxa de emprego e muitas vezes empregos de baixa renda. Apenas 58,4% de famílias que tem mulheres como chefes estão empregadas, em comparação as 85,3% das famílias que possuem homens como chefes. Além de normalmente ganhar metade dos que os homens nessa posição ganham.

Mulheres imigrantes, com deficiência e LGBTs enfrentam a discriminação social e no emprego, e não costumam ter segurança e sustento seguro.


O que fazer pra mudar esse quadro? São vários os passos a serem dados, uma mudança política e social é necessária, dar oportunidade para trabalhos regulares, diminuir (e acabar) com a lacuna salarial, programas de educação sobre a violência sexual e punições efetivas, garantia de segurança para mulheres em grupos de minoria e inclusão social são alguns dos pontos apresentados pelo site International Women’s Day em seu “9 Projetos para Criar uma Sociedade sem Pobreza e Violência Contra a Mulher”.
Confira a lista completa aqui. 
  
*Os dados apresentados neste artigo são de 2013.

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Por Amanda Carolina
Fontes: International Women’s Day, The Christian Science Monitor
Imagens: International Women’s Day, Wikipédia

6 Mulheres norte-coreanas que nos inspiram

Este artigo é uma tradução do site Liberty in North Korea

Estamos celebrando o Dia Internacional da Mulher com seis histórias inspiradoras de mulheres norte-coreanas. Para uma vida melhor, estas mulheres perseveraram por incríveis privações e agora estão buscando seu total potencial em segurança e liberdade.



Ji Young viveu a maior parte de sua vida em fome constante, foi traficada, forçada a casar com um homem que não amava, e enviada à força de volta pra Coreia do Norte.

Sua força e resistência a ajudou a fazer uma nova vida. Ela é agora uma mulher livre na Coreia do Sul.





Hae Sun trabalhou ilegalmente como vendedora nos trens da Coreia do Norte. Por isto, ela foi para a prisão quatro vezes. Ela teve que trabalhar arduamente, sofreu graves espancamentos e testemunhou pessoas morrerem na prisão.

Cansada da maneira como o governo tratou seu povo, ela decidiu fugir. Hoje ela vive na Coreia do Sul e espera frequentar a universidade e se tornar uma intérprete da língua chinesa.



Na China, Ji Yeon foi vendida para um homem chinês que não permitia que ela entrasse em contato com sua família ou saísse de casa.

No fim, ela pode escapar e agora vive em segurança na Coreia do Sul onde está livre para perseguir seu sonho de ensinar estudantes da pré-escola.


 

Depois de fugir sozinha para a China, Ae Ra foi vendida e forçada a viver sob condições piores às quais ela tinha deixado.

Desejando uma vida melhor, ela tomou a decisão de escapar com seu filho e agora está em liberdade na Coreia do Sul.




Mi Hyun percebeu que ela não poderia ser verdadeiramente livre na Coreia do Norte. Em sua área, as mulheres não eram autorizadas a usar shorts ou brincos. Ela também não podia assistir TV, fazer telefonemas para outros países, ou falar contra a injustiça que ela via ao seu redor.

Ela decidiu escapar e agora vive livremente na Coreia do Sul, onde procura melhorar através da educação.



Yong Joo (à direita) deixou a Coreia do Norte em busca de uma nova vida. Na Coreia do Sul, casou-se com outro desertor norte-coreano e recentemente recebeu seu diploma universitário em Literatura e Literatura Chinesa.

Atualmente ela trabalha para uma das maiores companhias da Coreia do Sul e está prosperando em sua nova liberdade.






Você pode contribuir para que histórias como essas sejam reais, o Liberty in North Korea ajuda refugiados norte-coreanos alcançarem a segurança e receberem o apoio que merece,  doações aqui.



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Texto original: Liberty in North Korea
Tradução: Amanda Carolina

7 de fevereiro de 2016

Ano Novo Lunar: O ano do Macaco de Fogo

Ontem iniciou as comemorações pro Ano Novo Lunar, também conhecido como Ano Novo Chinês. O Festival de Primavera deste ano vai do dia 6 ao dia 14 de fevereiro, mas oficialmente o Ano Novo Chinês começara dia 8 e vai até dia 27 de janeiro de 2017. Cada ano é regido por um animal do zodíaco chinês e um elemento básico, este é o ano do Macaco de Fogo e que previsões ele traz para nós?


 Imagem: Ano Novo Chinês na Praça Liberdade - UOL

A História
Muitos apaixonados pela cultura ocidental conhecem a história dos signos do Ano Novo Lunar (ou quem gostava de Fruits Basket), mas vamos explanar rapidamente.

O Ano Novo Chinês segue o calendário lunar, o que faz com que a data seja diferente a cada ano. Os primeiros registros de comemorações datam de aproximadamente 2.000 anos atrás. De acordo com a civilização chinesa este é o ano de 4714, é o 83º ciclo.

A Lenda do Monstro Nian
O mito conta que um monstro chamado Nian devorava tudo que encontrava pela frente, hibernava o ano todo e uma vez ao ano saia das profundezas da floresta para alimentar-se, esta noite era sempre de lua nova. Aterrorizados, os aldeões pintavam as entradas de suas casas de vermelho, por saberem que o monstro não gostava da cor. Além disso, faziam grandes fogueiras, na qual jogavam varas de bambus para que explodissem e afugentassem o Nian. Assim surgiu o costume de celebrar o Ano Novo Lunar.

Imagem: Os 12 animais do Zodíaco Chinês - Moonlightenedshelves

Lenda dos 12 animais
A popular lenda diz que Buda deu uma festa para promover o convívio entre os animais. Apenas doze compareceram e para demonstrar sua gratidão, Buda os nomeou como signos da astrologia por sua ordem de chegada, são eles: rato, búfalo/boi, tigre, coelho, dragão, serpente/cobra, cavalo, carneiro/cabra, macaco, galo, cachorro/cão e o javali/porco.


Tradições
Uma das tradições é faxinar a casa e se livrar de tudo que não precisa, abrindo espaço para entrada do novo. Como na lenda de Nian, coloca-se tiras de papel vermelho na porta com alguns inscritos, as mensagens são ligadas a renovação e esperança. Os bambus na fogueira também deram origem a outro costume, os rojões, pois acredita-se que eles afastem os maus espíritos. Utilizar roupas novas e/ou vermelhas no primeiro dia do ano também tem relação com o mito.

Nos primeiros dias as pessoas visitam os parentes e amigos próximos, e nesta ocasião presenteiam as crianças com envelopes contendo dinheiro, este que deve ser poupado para o futuro. 

Imagem: Ano Novo Chinês na Praça Liberdade - UOL

Previsões
Imagem: Macaco - DM

O Macaco é o animal mais auspicioso do horóscopo, como nono signo da astrologia chinesa, será um ano de desafios, mudanças e muita agitação. O Macaco representa ambição, esperteza e aventura, aliado ao fogo este se torna mais agressivo e autocrítico. Isso significa mais ferocidade para alcançar seus objetivos e é um ano que pode trazer muito sucesso!

Qualquer semelhança com os novos ímpetos da KoreaIN não é mera coincidência.

Então este é o ano para quem quer correr atrás de reconhecimento e ascensão, mas lembre-se de agir com prudência, afinal é um animal impulsivo, podendo assumir grandes riscos. O Macaco de Fogo é justo e traz muita sorte e oportunidade a quem merece. Ele também é curioso e criativo, então deixem a imaginação fluir.

E que tal deixar a criatividade brotar sendo colaborador da KoreaIN? Entenda clicando aqui.

No Brasil
Quer comemorar o Ano Novo Chinês?
O Bairro Oriental irá se transformar numa "Chinatown", não percam!

Data: 13 e 14 de fevereiro de 2016
Horário: Sábado 12h às 20h e Domingo 11h às 19h
Local: Praça da Liberdade, São Paulo – SP


Nós da Equipe KoreaIN desejamos à todos um Feliz Ano Novo Lunar para você e sua família!


Por Amanda Carolina
Fontes: DM, Zastros, Wemystic, Sociedade Taoista
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25 de agosto de 2015

10 dicas para se maquiar como um ídolo coreano

Aconteceu no Bom Retiro em São Paulo, o evento “Eu também posso ser um idol”, organizado pelos salões Jony K e Ji WeedinG em parceria com o site KoreaPost, onde a cabeleireira e maquiadora Ji Sin transformou cinco jovens voluntários com looks de verdadeiros artistas do pop coreano.
Durante o evento, os presentes puderam se atualizar sobre as tendências asiáticas, assistir o workshop de maquiagem idol muito bem detalhado e experimentar as máscaras faciais coreanas, que são muito conhecidas e utilizadas por diversas celebridades orientais.


Para a maquiadora e cabeleireira, a principal diferença entre o look coreano para o ocidental está na imagem que cada uma quer passar. As ocidentais gostam de passar a imagem de mulher madura e independente, por isso elas usam cores mais fortes como preto, cinza, prata e tons de azul. Já as orientais procuram mostrar um look mais inocente e feminino usando as cores salmão, pink, bege, pérola.
O interessante do evento foi poder mostrar as diferenças de make em modelos orientais e também ocidentais, provando que o estilo coreano de maquiagem pode muito bem se adaptar em todos os rostos.

Confira as dicas:

LOOK MASCULINO

Raphael, de 18 anos, foi o primeiro voluntário a ser maquiado. Seu cabelo natural era castanho escuro, mas para dar um visual mais original e divertido foi colorido de laranja, assim como outros idols já fizeram, a exemplo de Key do "Shinee", L-Joe do "Teen Top" e V do "BTS".

  • Pele: Utilize o primer antes de começar a maquiagem. Esse produto minimiza a quantidade de poros abertos, consequentemente diminuindo a oleosidade da pele. Deixe a pele em tom mais uniforme, aplicando o corretivo e a base.
  • Sobrancelhas: a tendência coreana, tanto para homens, quanto para mulheres é pintá-las um tom mais claro do que a cor do cabelo e deixa-las retas.
  • Olhos: primeiramente aplique a sombra marrom terra em todo o côncavo e próximo a linha d’agua inferior. Com o lápis preto, delineie os olhos próximo aos cílios superiores e inferiores e depois esfumace-os com um pincel.
  • Boca: a cor da boca foi apagada com o corretivo aplicado com leves toques com o dedo anelar.
  • Se necessário, utilize o bronzeador para contornar o rosto e o nariz.


LOOK FEMININO

A maquiagem da voluntária Fernanda não é muito vista no dia-a-dia coreano. Ela seria perfeita para fazer apresentações no palco, ir para festas ou sair com os amigos à noite.

  • Pele: prepare e maquie a pele com base, corretivo e pó.

  • Sobrancelhas: como dito anteriormente, a sobrancelha segue o mesmo padrão da maquiagem de Raphael, sendo um tom mais claro que o cabelo. Há também a tendência do formato, que deve ser reta.
  • Olhos: passe a sombra marrom escuro no côncavo. Depois aplique a sombra grafite por cima e em seguida com um lápis preto, delineie os olhos próximos à linha d’agua superior e depois os esfumace com um pincel. Para dar um toque de glamour, aplique um glitter leve por cima dos olhos. Cuidado para não deixar o rosto todo brilhante!
    Escolha um par de cílios postiços de sua preferência e coloque-o. 
  • Boca e blush: aplique um batom coral e utilize a mesma cor como blush. Coloque um pouco do produto no dedo anelar e espalhe-o, com batidinhas, nas maças do rosto.
  • Se necessário, utilize o bronzeador para contornar o rosto.



Lembre-se: se a maquiagem dos olhos for muito forte, para harmonizar o rosto, o blush e o batom terão que ser usados em tons mais claros. 

Confira abaixo os melhores momentos do evento!!








Por Camila Akioka
Fotos por Carol Akioka
Não retirar sem os devidos créditos.