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9 de julho de 2016

Veja como a Cultura Coreana influencia a Indústria do K-pop

Como a herança do passado se reflete no presente e molda o futuro da sociedade


Sabe aquele chefe frio e indiferente que você teve (ou, quem sabe, ainda tem), que não demonstra o mínimo interesse pela sua vida pessoal e sequer sabe o dia do seu aniversário? Para nós, essa situação não tem nada de absurda; afinal, mantemos uma relação de trabalho e, embora o ambiente e as pessoas não sejam aquele mar de rosas, continuamos nos esforçando dia a dia, motivados pelo salário no fim do mês. No entanto, na terra dos nossos queridos astros K-pop, o dinheiro nem sempre é a moeda de troca mais forte.  

Analisando a indústria do K-pop, percebe-se que a maioria dos artistas mantêm uma relação com a empresa de mais de dez anos. O contrato inicia-se desde a infância, quando ainda são trainees, e estende-se após o debut (acompanhado de muitas renovações, às vezes amigáveis e outras um tanto conturbadas). Mas o que leva uma pessoa a continuar dando o sangue por tanto tempo por uma companhia que nem sempre oferece as melhores condições de trabalho? 

Talvez, a resposta esteja mais vinculada a questões culturais do que econômicas. Afinal, contratos longos podem não ser lucrativos nem mesmo para a empresa, considerando que dentre os milhares de jovens que ingressam como trainees, apenas alguns garantirão o retorno financeiro investido inicialmente nessas crianças.  

 

O neoconfucionismo foi uma das ideologias base para a construção da sociedade coreana. O próprio alfabeto Hangul carrega essa herança: os três formatos básicos das vogais representam os três elementos do neoconfucionismo – homem, terra e céu. Outras características que ainda estão fortemente presentes na cultura sul-coreana são as relações hierárquicas e a valorização da educação, além da promoção de valores como lealdade, generosidade, responsabilidade e dedicação. Isso, inevitavelmente, também se reflete na indústria do entretenimento. 

É muito comum que os líderes das empresas exerçam um papel mais ativo na vida pessoal de seus funcionários, seja comprando-lhes presentes de aniversário, organizando happy-hours ou até mesmo dando conselhos amorosos. Diante disso, não é de se surpreender que personalidades como Lee Soo Man (SM Entertainment) e Yang Hyun Suk (YG Entertainment) sejam vistos como "pais" de seus artistas. Como recompensa por esse tratamento carinhoso, espera-se lealdade e gratidão. Prova disso são os discursos que surgem tanto de algumas empresas como dos próprios colegas quando alguém decide encerrar o seu contrato.

 

Por outro lado, a supervalorização da educação pode representar uma ameaça à indústria do entretenimento. Afinal, as longas horas dedicadas ao estudo limitam o tempo que os jovens teriam para desenvolver habilidade vocais e de dança, por exemplo. Assim, o K-pop criou um novo sistema educacional, capaz de oferecer uma outra opção de carreira com uma remuneração muito maior. Dessa forma, as famílias começaram a incentivar cada vez mais suas crianças a lutarem por um espaço nos palcos. 

A oportunidade de ingressarem em uma empresa como a SM, portanto, é uma grande honra e prestígio. Mesmo que o sucesso não venha no final, os contratos de 10 anos representam pelo menos uma garantia de que o jovem permanecerá em uma grande companhia por um longo tempo. Além disso, tornar-se famoso significa poder representar o país no exterior, o que acende o sentimento nacionalista tanto dos jovens como das famílias.

Se a cultura sul-coreana participou da construção da indústria do K-pop, será que o contrário também não poderia acontecer? Aparentemente, já está acontecendo. O exemplo mais citado é a mudança no ranking de carreiras mais almejadas pelos jovens. Se antes a Coreia do Sul era composta por estudantes que discutiam seu futuro como médicos, advogados e professores, hoje esse desejo foi substituído pelo sonho de estar na frente dos holofotes e flashes dos paparazzi. Muitos enxergam essa nova realidade com preocupação, visto que a indústria do entretenimento está cada vez mais competitiva e que o país não poderá ser comandado apenas por boy bands e girl groups.


Na esfera política, o K-pop também já vem marcando presença e transformando uma das instituições mais rígidas e tradicionais. Até 1987, as canções consideradas “muito japonesas” ou “muito ocidentais” eram censuradas, assim como as letras “politicamente subversivas”, “pró-Coreia do Norte” ou “contendo mensagens culturais impróprias”. Porém, com a popularização dos artistas e das músicas, o governo viu-se obrigado a flexibilizar suas políticas de censura à cultura pop e, atualmente, apoia financeiramente as iniciativas de exportação. Apenas no ano de 2013, o Ministro da Cultura, Esportes e Turismo investiu US$ 280 milhões para dar “assistência à Hallyu”. Outra manifestação no campo da política é o uso cada vez mais frequente de hits do K-pop em campanhas presidenciais.  

Estes são apenas alguns exemplos de como o K-pop e a cultura sul-coreana estão atreladas e estão se moldando de acordo com a sociedade no decorrer dos anos, criando esse país tão único. Acompanhe a K-IN para saber mais curiosidades nos próximos artigos!



Por Erika Nishida
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4 de julho de 2016

Bom Retiro abre as portas para o novo Centro Cultural Hallyu




Foi inaugurado no sábado, 2 de julho, o mais novo Centro Cultural Hallyu no bairro Bom Retiro. O evento contou com apresentações de danças covers de K-pop, músicas tradicionais do grupo Samulnori e demonstrações da escrita coreana. Além disso, teve participação especial da personagem mais fofa ever: PUCCA.



A mostra fotográfica, que esta em cartaz no Centro, "Brazil and Korea: Mirror Images of a Journey”, ficou encarregada de trazer a melhor parte dos dois mundos. A exposição traz fotos de paisagens da Coreia do Sul e do Brasil, do livro assinado pelo embaixador Edmundo Fujita. Os cliques ficaram por conta do brasileiro João Paulo Barbosa. Vale muito a pena conferir!




A ideia do espaço é promover troca de informação e o intercâmbio entre as duas culturas, através de exposições de artes, palestras e eventos.

Para os que procuram mais sobre a cultura coreana, o Centro contará com uma programação fixa de cursos de idioma, pintura, artesanato, gastronomia, costura e cerâmica coreana. Aos amantes de música haverá aulas de instrumentos tradicionais e modernos, canto, dança tradicionais e K-pop.



O Centro foi fundado pela escritora e jornalista, Yoo Na Kim, que está realizando o sonho de levar jovens para estudarem na Coréia. Dessa maneira, ela comercializa bonecas inspiradas na foto de seu primeiro aniversário. Todo dinheiro arrecadado com a venda será destinado para um fundo de bolsas de estudo que serão doadas para brasileiros.



O Centro Cultural Hallyu funcionará de segunda à sábado das 10:00 às 18:00 horas, na Rua Guarani, 149, Bom Retiro, São Paulo. Para mais informações entre no site ou pela page no facebook. 

Por Giovanna Akioka
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1 de julho de 2016

[#UNIQnaKIN] Confira o que aconteceu no Handprinting do UNIQ no Centro Cultural Hallyu

Em seu último compromisso oficial no Brasil, o UNIQ contou um pouco de suas experiências no país, em um handprinting no novo Centro Cultural Hallyu.



A passagem do UNIQ pelo Brasil foi rápida, porém já inesquecível. O grupo animou as fãs em uma apresentação única em São Paulo e pouco antes de irem embora, realizaram um evento fechado para a imprensa no bairro do Bom Retiro. A KoreaIn estava lá e conta como foi!



Infelizmente, Yibo e Yixuan tiveram que voltar à China devido às gravações, mas SungJoo e SeungYeon ficaram para representar o grupo. Durante o evento, as mãos dos integrantes foram estampadas em gesso, que serão enquadrados. Os quadros com a marca das mãos ficarão expostos no Centro.

Enquanto o gesso secava, os meninos mostraram sua simpatia falando em coreano e arriscaram algumas palavras em português. SungJoo mostrou uns passinhos de "Macarena", arrancando sorrisos dos presentes e também disse o famoso "EU TE AMO VOCÊS", marca registrada de Luizinho.



O líder coreano também disse que gostou tanto de nosso país que não estava com vontade de voltar à Coreia. Ele comentou que era a primeira vez do grupo em nosso país e agradeceu todo o carinho e apoio das fãs.

O handprinting finalizou com uma foto do UNIQ junto de todos.


Créditos da imagem: Cinthya Tognini
A inauguração do Centro Cultural Hallyu acontece no próximo sábado (02) na Rua Guarani, 149, no Bom Retiro em São Paulo. 
O espaço tem como objetivo promover a cultura coreana através de palestras, exposições e cursos.
Mais informações aqui.


Por Caroline Akioka
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8 de maio de 2016

A Coreia comemorando o dia das mães... e dos pais também!

    No segundo domingo de maio, comemora-se em muitos países o dia das mães. A Coreia é um dos países que também não fica de fora em meio às celebrações da data comemorativa.

    Maio, na Coreia, é um mês muito especial, no qual comemoram-se datas muito importantes como o dia do trabalho (dia 1º), o dia das crianças (dia 5) e, claro, o dia dos pais. Ao contrário do costume de vários países, inclusive o nosso, de comemorar o dia das mães e o dia dos pais separadamente, os coreanos celebram o dia de ambos numa data só. A tradição vem desde 1956, época em que o dia era marcado apenas como dia das mães, mas a partir de 1973 a data foi determinada pelo governo coreano como sendo dia tanto dos pais quanto das mães.

    Por ser um mês “dedicado à família”, o país se envolve numa série de atividades para homenagear e mostrar agradecimento a todos os pais da nação. Um destes é a confecção de cravos decorados e artesanais nas escolas, feita pelas crianças estudantes mais novas. Estes cravos geralmente são colocados no peito dos pais pelos filhos, como um presente, juntamente com uma carta de agradecimento escrita previamente. As cores dos cravos também tem um significado próprio: cravos vermelhos indicam que ambos os pais ainda estão vivos, cravos cor de rosa indicam que apenas um dos pais está vivo, enquanto cravos brancos significam que ambos os pais se foram. Já entre os estudantes um pouco mais velhos, é comum convidar os pais para uma cerimônia de dia dos pais, nas quais muitos estudantes se reúnem para cantar uma canção tema para eles. No caso dos adultos, que costumam passar um tempo mais longo longe dos pais, há uma reunião, geralmente com uma refeição, para comemorar o reencontro.

Cravo vermelho de dia dos pais



   Mamães e Papais famosos!

    Muitas pessoas do mundo do entretenimento também são pais e muitos tem o maior orgulho de seus filhos, enquanto outros já estão no aguardo para serem pais e mães de primeira viagem em breve. Conheça alguns dos famosos que não só homenageiam os próprios pais, mas que também recebem ou receberão homenagens.

1. Sunye (ex-Wonder Girls)

    Após deixar o Wonder Girls, Sunye decidiu manter o foco em sua atuação como missionária no Haiti e na formação da futura família com seu marido, o também missionário James Park. O resultado da união deu origem à dois filhos: o jovem Park Eun Yoo, nascido em Outubro de 2013, e a recém nascida Ha Jin Elisha, que veio em Abril deste ano.


Filhos de Sunye, em postagem pessoal da mãe no Facebook


 2. Yoon Mi-Rae e Tiger JK
    O casal de rappers mais conhecido da Coreia também tem muito o que celebrar. Eles se casaram em 2007 e, logo em 2008, celebraram o nascimento de seu primeiro filho, o garoto Jordan Seo. Jordan que também já é muito famoso, como falamos aqui. Uma família de estrelas!

Yoon Mi-Rae, Tiger JK e seu filho Jordan

3. Eli (U-KISS)

    No último ano, após revelar as notícias de que estava casado há mais de um ano e ter pego todos de surpresa, Eli também revelou, na mesma ocasião, que sua esposa estava grávida de 3 meses. O nascimento do bebê do casal é aguardado ainda para a primeira metade deste ano.


Postagem de Eli no Instagram revelando seu casamento e a gravidez da esposa

4. Eugene (ex-S.E.S)

    Conhecida nacionalmente por sua incomparável beleza e por ter feito parte do lendário grupo feminino S.E.S, Kim Eugene, casada com o ator Kim Tae Young, também teve um filho no último ano. A linda Ro Hee nasceu em abril de 2015. O casal também revelou que pretende ter outro filho ainda este ano.


Eugene, Kim Tae Young e sua filha Ro Hee

     Independente do dia marcado no calendário, esta é uma data que deve ser sempre lembrada e comemorada, não só na Coreia e aqui, mas em todo mundo. A KoreaIN dá os parabéns e deseja a todos um ótimo dia as mães!


Por Jô Mesquita
Fontes: Visit Korea, Korea.Net, The Korean Way, Soompi, Drama Fever, SBS
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22 de abril de 2016

LEAGUE OF LEGENDS: o e-Sport mais jogado do mundo

Sem dúvidas jogar é uma das coisas mais importantes para parte dos jovens coreanos. Podemos encontrar facilmente estudantes gastando seu tempo livre jogando em "PC Bangs" ou "Lan Houses". Apesar da maioria dos adultos coreanos não aprovarem tal profissão, a Coréia do Sul é um lugar onde os jogadores profissionais de e-Sports são aclamados pelos fãs tanto quanto as maiores estrelas do futebol. O governo coreano também apoia esses jogos e tem até um departamento que rege o e-Sports, chamado Korea e-Sports Association (KeSPA).

Mas vamos focar em um dos games mais jogados na Coréia, e também no mundo: o League Of Legends!

No LOL os jogadores se tornam "invocadores", que controlam campeões (personagens) da sua escolha (ou pré-selecionados, dependendo do modo de jogo). Os quais possuem habilidades exclusivas e lutam com seu time, formado por 5 jogadores, contra um time rival, também de 5 invocadores.


No modo mais conhecido do jogo, os invocadores lutam em Summoner's Rift e tem como objetivo destruir o Nexus Inimigo, situado no lado oposto do mapa, na base do time adversário. (Ver imagem abaixo)


O nexus é protegido por várias torres e 3 inibidores, além das mini tropas que saem da base constantemente fazendo com que a partida seja ainda mais complexa e difícil de ser finalizada.

 
Rotas onde os jogadores disputam espaço e torres para chegar ao nexus


Na Rota inferior é comum os jogadores formarem "Duo"

Existe um evento feito para determinar qual é a melhor equipe do mundo de League Of Legends e alguns países fazem seus próprios campeonatos, a fim de enviar a melhor equipe para representá-los no grande evento mundial. Atualmente o título de melhor time está com a equipe coreana SK Telecom T1. O título foi adquirido em 2015, onde a equipe disputou na final com a, também coreana, KOO Tigers.

Público presente para assistir ao evento mundial de 2015


Faker, integrante da equipe coreana SK Telecom T1, é o jogador de LOL mais conhecido atualmente. Ele é considerado o melhor MID LANER - o campeão central que mais recebe experiência no jogo (entenda melhor o que é um Mid Laner aqui) - do mundo, devido a sua performance nos jogos.



Taça da equipe campeã de 2014


Se seu intuito é o reconhecimento, só há um caminho para um jogador profissional consegui-lo na Coréia: vitórias. Fãs coreanos mudam sua torcida facilmente para as equipes que estejam ganhando. Para a maior parte, a única coisa que define se uma equipe é popular ou não, é o desempenho.


Seja como for, a paixão pelo jogo e a vontade deles em ver equipes coreanas dominarem o mundo é o que acaba os unindo como fãs de e-Sports.

League of Legends está sempre se atualizando e se reinventando. O jogo pode ser baixado gratuitamente, apenas com compras opcionais dentro do jogo, para Microsoft Windows e Mac OS X através do site oficial.

Boa batalha, invocadores!

Por Gracyelle Lopes
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18 de abril de 2016

Conheça KIM CHI o novo sucesso das drag queens Made in Korea




Ultimamente o RuPaul's Drag Race vem chamando a atenção da K-IN, não somente por suas lacradoras personagens, mas sim pelo fato de uma delas estar representando (e MUITO BEM) a Coréia do Sul no mundo das drag queens. UHUUL!
Por isso, a K-IN resolveu mostrar um pouco mais dessa pessoa maravilhosa que é a KIM CHI.


Nascida nos Estados Unidos e criada na Coréia do Sul, retornou ao seu país de origem há 8 anos e se estabeleceu em Chicago. Em 2012 começou a se montar e tornou-se residente da mesma festa que recebia Trixie Mattel e Pearl (antigas participantes do RuPaul’s Drag Race), chamada Nerverland. 

No mesmo ano acabou se tornando uma das hostess principais nas noites de Chicago. Kim foi convidada a se apresentar em inúmeros locais como Nova Iorque, Boston, Texas, Providence, Iowa, Cidade de Salt Lake, Milwaukee, Madison e Havaí. Aos 27 anos, foi uma das primeiras artistas a serem escolhidas para fazer parte do elenco da 8ª temporada do reality RuPaul’s Drag Race.




Para bons conhecedores, o nome artístico Kim Chi é inspirado do prato coreano kimchi, que consiste na acelga apimentada, o que acabou combinando com a personalidade da mesma. Grande parte dos looks da drag tem influência de animes, ela se vê como um híbrido cultural, com um conhecimento de estilo e moda conceitual. O resultado de tudo isso são as maquiagens e visuais incríveis que conquistam o público cada vez mais.

Confira uma lista com 10 curiosidades sobre Kim Chi:


1 - A diva assiste o reality desde a 1ª temporada, em 2009.


2 - Ela levou cerca de 40 a 50 looks para a competição.


3 - Kim já participou de um quadro chamado “Cooking with Drags”, onde cozinhava o famoso prato coreano Bi Bim Bap.



4 - Kim Chi faz aniversário no dia 8 de Agosto e é do signo de leão, o que já explica muita coisa!




5 - No episódio “Meet the Queens”, Kim disse que sua melhor amiga é Trixie Mattel. 




6 - Uma das drag queens que ela mais admira é a Porcelain.



7 - Ela se vestiu como drag queen pela primeira vez para ir à uma festa com Pearl, e o resto é história.




8 - Em uma entrevista para o “The Drag Enthusiast”, Kim Chi disse que: “ser drag significa conseguir me tornar quem eu quiser e criar um visual de conto de fadas, no que imediatamente já recebo uma resposta das pessoas”.



9 - Kim Chi já declarou que demora cerca de três horas para se arrumar, mas se precisar se apressar fica pronta em 20 MINUTOS. - ALOKA!



10- Um sonho para Kim é um dia se apresentar na Coréia, pois ela espera que o mercado de drag queens mude e que elas sejam mais aceitas.



A gente avisou que ela é uma pessoa maravilhosa! E você o que achou? Está na torcida por ela? Conte aqui nos comentários.

Kim Chi a K-IN está torcendo por você! ♥


Acompanhe a Kim Chi nas redes sociais!




Por: Giovanna Akioka
Não retirar sem os devidos créditos.



8 de março de 2016

As Mulheres na Sociedade Coreana: Um panorama socioeconômico

Dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, e antes de flores e doces, é um dia de reflexão sobre o papel da mulher no mundo atual.

A Coreia do Sul celebrou a data pela primeira vez em 1920, mas vários foram os impedimentos para celebrar o Dia da Mulher, só voltando a acontecer em 1985. O país tem o que festejar, sendo a primeira nação a reverter à preferência de filhos sobre as filhas, mas também tem muito a avançar na política de igualdade de gênero.

O genocídio devido ao gênero (gendercide em inglês) do bebê é algo comum em países como a Índia e a China, e foi recorrente na Coreia há duas décadas. Com a introdução da ultrassonografia pré-natal disponível em clínicas de aborto, as preferências culturais e econômicas por filhos homens eram evidentes. Mas esses percentuais foram revertidos e os níveis estão atualmente próximos da média mundial (105 meninos para 100 meninas). Essa mudança também se deve ao governo sul-coreano que fez a campanha “Ame sua Filha”.

Outros pontos foram positivos para as mulheres coreanas, as taxas de matrículas por mulheres em universidade aumentou e eles elegeram a primeira presidente do país.

Park Geun-hye em seu discurso de posse, 2013.
Primeira presidente do sexo feminino na Coreia do Sul.

Apesar disso, a sociedade coreana é fortemente patriarcal, com os salários das mulheres, se comparados ao dos homens, entre os mais baixos da Ásia. E por conta de tais disparidades surgiram grupos como o Korean Women’s Association United (KWAU), que tem contribuído para a promulgação da Lei de Prevenção e Proteção do Tráfico Sexual, outros direitos das mulheres e políticas de gênero.

O grupo KWAU aponta que a administração da atual presidente Park Geun-Hye e seu programa "Happy Pension" não é o bastante para cobrir a aposentadoria, nem eliminar o problema do trabalho irregular ou de baixa renda que a maioria das mulheres estão submetidas. E ainda frisam: “As mulheres ainda não estão livres de perigos do assédio sexual, violência sexual, prostituição e violência doméstica”.

Pobreza
Taxa de participação das mulheres na economia da Coreia do Sul é de 49,7%, significativamente menor do que a média de 64% da OECD dos estados membros.

Coreia do Sul tem a maior diferença salarial entre os países da OCDE. 2,6 vezes maior que a média de 15% da OECD, com 38,9%.

Quer mais alguns dados? Entre os trabalhadores que recebem menos que o salário mínimo, 61,5% são mulheres. 61,8% das mulheres trabalhadoras são irregulares, superando os homens em 1,5 vezes. As mulheres não conseguem encontrar bons trabalhos, sendo colocadas em más condições de trabalho e/ou ambiente. Além disso, muitas não recebem benefícios sociais para protegê-las.

Violência
Estima-se que ocorrem na Coreia do Sul 200.000 casos de violência sexual, sendo apenas 10% relatado. A taxa de acusação não ultrapassou 41% e destes apenas 1,2% dos julgados foram condenados. Assustador não é? Nada muito diferente da violência física, dos 53,8% dos casos de maus-tratos, apenas 8,3% foram reportados as autoridades. Na Coreia ainda se vê a violência sexual como algo pessoal e as políticas de prevenção e proteção às vítimas não são bem aplicadas.

Negligência e Discriminação
Mães solteiras, idosas e mães de produção independente estão se tornando cada vez mais chefes da família, porém continuam a ter pequena taxa de emprego e muitas vezes empregos de baixa renda. Apenas 58,4% de famílias que tem mulheres como chefes estão empregadas, em comparação as 85,3% das famílias que possuem homens como chefes. Além de normalmente ganhar metade dos que os homens nessa posição ganham.

Mulheres imigrantes, com deficiência e LGBTs enfrentam a discriminação social e no emprego, e não costumam ter segurança e sustento seguro.


O que fazer pra mudar esse quadro? São vários os passos a serem dados, uma mudança política e social é necessária, dar oportunidade para trabalhos regulares, diminuir (e acabar) com a lacuna salarial, programas de educação sobre a violência sexual e punições efetivas, garantia de segurança para mulheres em grupos de minoria e inclusão social são alguns dos pontos apresentados pelo site International Women’s Day em seu “9 Projetos para Criar uma Sociedade sem Pobreza e Violência Contra a Mulher”.
Confira a lista completa aqui. 
  
*Os dados apresentados neste artigo são de 2013.

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Por Amanda Carolina
Fontes: International Women’s Day, The Christian Science Monitor
Imagens: International Women’s Day, Wikipédia